quarta-feira, 2 de setembro de 2015

21 dias andando com Jesus



Uma manjedoura acolheu o Rei 
 
 
Foto: Internet 


No post de ontem você recebeu Jesus em sua casa. Apresentou-lhe os propósitos de seu coração. Espero que ao amanhecer não tenha se esquecido de falar com Ele, e, por falar em falar com Jesus, muitos pensam que a oração é somente aquela que estamos de joelhos, com os olhos fechados, num lugar ou num cantinho reservado. Mas a Bíblia nos diz para orarmos sem cessar, a todo o tempo, ou seja você pode conversar com Jesus enquanto arruma a mesa do café da manhã, faz o jantar, a caminho do seu trabalho, porém, isso não exclui aquele momento de privacidade e intimidade no seu cantinho, de olhos fechados ou de joelhos com Ele.  

O bom de andar com Jesus é que você pode confidencia-Lo acerca de sua vida, pergunta-Lo antes de tomar decisões e ter alguém para te ajudar. Isso é demais! Mas como é andar com Jesus? Devemos conhecer acerca de uma pessoa antes de acompanha-Lo. O nosso estudo de hoje são os capítulos 1 e 2 do livro de Lucas. Os primeiros registros citam o aparecimento do anjo Gabriel a Maria contando lhe a boa nova de que ela seria a mãe do Filho de Deus. E foi numa família humilde, cujo o pai (esposo de Maria) era carpinteiro que o nosso Redentor nasceu. E por falar em nascimento a bíblia registra E aconteceu que, estando eles ali, se cumpriram os dias em que ela havia de dar à luz. E deu à luz a seu filho primogênito, e envolveu-o em panos, e deitou-o numa manjedoura, porque não havia lugar para eles na estalagem” (Lucas 2:6-7). Reparem o lugar onde Jesus nasceu, uma manjedoura acolheu o Rei, ali foi onde Ele tirou sua primeira soneca! 

Mas vamos seguir adiante com a leitura: “Ora, havia naquela mesma comarca pastores que estavam no campo, e guardavam, durante as vigílias da noite, o seu rebanho. E eis que o anjo do Senhor veio sobre eles, e a glória do Senhor os cercou de resplendor, e tiveram grande temor.
E o anjo lhes disse: Não temais, porque eis aqui vos trago novas de grande alegria, que será para todo o povo: Pois, na cidade de Davi, vos nasceu hoje o Salvador, que é Cristo, o Senhor” (Lucas 2:8-11
). O anjo anunciou aos pastores onde se encontrava o menino Jesus: envolto em panos, deitado numa manjedoura. Eles foram guiados até onde Jesus estava e o encontraram com seus pais. Ao chegar lá contaram o que o anjo havia dito acerca do menino. E Maria guardava aquelas coisas no coração. 

É muito bom frisarmos a origem humilde de Jesus quando veio encarnado ao mundo. Adiante quando formos falar sobre o seu ministério veremos que sua família, sua origem humilde não interferiu em quem Ele realmente era. Quantos de nós em algum momento nos limitamos acerca de propósitos em nossa vida, criando fortalezas na mente por acharmos incapazes por nossa condição social, ou até mesmo por determinadas circunstâncias que passamos em nossa vida. Mas Jesus sabia quem Ele era em Deus, do Seu valor perante o Pai Celestial. 

Quando nossa identidade é deturpada, ou quando não conseguimos contemplar o sobrenatural de Deus em nossa vida e vivemos do natural o nosso olhar é limitado e nos vemos como os homens nos vê. Mas quando a nossa identidade está firmada em quem somos perante Deus, a opinião dos outros a nosso respeito não nos rotula. Hoje Jesus está contigo, e irá revelar a sua identidade nEle. Ele que foi um Filho obediente e essa sua obediência presenteou-nos com a eterna salvação, tornando nos filhos adotivos de Deus. 

Olha que benção! Que graça! O que acha de findar o nosso dia agradecendo? A gratidão é a chave que abre o coração de Deus! Ontem findamos apresentando a Ele nossas petições, nossos propósitos, hoje, vamos dar graças, muitas vezes com a correria e cobrança que vivemos em nosso dia a dia queremos sempre mais, menosprezamos o que temos, a família que temos, a condição em que vivemos, tudo pode ser ou estar melhor do que está, e, isso causa uma dureza em nossos corações, pois não conseguimos contemplar as coisas boas da vida. E que seja marcado um novo tempo em sua vida, tempo de reconhecimento do favor e da graça abundante de Deus. Vamos lá, se tiver dificuldades em falar, você pode anotar. Eu gosto tanto de escrever que boa parte das minhas orações são escritas (risos). E o Senhor nunca as rejeitou por isso! Graça e Paz! Até amanhã!   


terça-feira, 1 de setembro de 2015

21 dias andando com Jesus

Toc Toc Toc





“Eis que estou à porta, e bato; se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa, e com ele cearei, e ele comigo” (Apocalipse 3:20).

“Toc toc toc” alguém bate a porta. Você pode ficar assustado, não esperava por uma visita a essa hora do dia. As batidas continuam e você se dispõe a abrir. E então, eis que tem uma grande surpresa: Jesus! O próprio filho de Deus está à porta e deseja entrar. Ele pede para pousar em sua casa nos próximos 21 dias. E você, o que responderá? A casa não recebeu uma faxina, você não está com sua melhor roupa, o seu relacionamento com seu conjugue ou com um dos seus filhos não está muito bem. Talvez você acha que não seja esse o melhor momento para receber uma visita em casa. Mas Ele é Jesus, e veio até você! Entre tantos lugares onde Ele poderia estar, foi na porta de sua casa onde Ele bateu e pediu para ficar.  

Talvez você tenha chegado até aqui por curiosidade, talvez já seja convertido e pode pensar: “Eu já ando com Jesus!”. Esse propósito é diferente! É buscar crescer em intimidade com o Senhor e conhece-Lo ainda mais, aos que não O conhece esse é um tempo onde o Senhor irá revelar-se a ti acerca de sua identidade. Mas para isso é preciso sua entrega, abra o seu coração, ou melhor, abra a porta da sua casa e prepare-se para os melhores 21 dias de sua vida! Não se preocupe como está sua vida, sua casa, Ele não irá importar, o que Ele deseja é um lugar para ficar e permita-se ser surpreendida com o que Ele faz no lugar por onde Ele passa. Se você aceitou recebê-Lo diga: “Seja bem vindo Jesus, fique a vontade em meu lar!”.  

Nesses dias, as devocionais do blog serão diárias, e estaremos fazendo o estudo do livro do evangelho de Lucas, que narra a passagem de Jesus aqui na terra, afinal, temos que saber acerca de quem estamos recebendo em nossa casa. E por falar em casa, como está a sua? Aproveite esse momento e faça uma lista de coisas que precisam de ordem e problemas que precisam de solução e apresente ao Senhor (Ele gosta de fazer milagres e muda o cenário de onde Ele passa, se eu fosse você não perderia tempo!). E, então, vamos lá? Ah, não se esqueça de antes de dormir orar e agradecer a presença do Senhor em sua casa. Falaremos amanhã no blog!

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

A quem você tem dado ouvidos?



Foto: Internet 


Hamã fora engrandecido pelo rei Assuero, tornou-se o seu homem de confiança, ele estava acima de todos os príncipes de todas as províncias. O rei ordenou que todos os seus servos se inclinassem e se prostrassem perante Hamã, e assim, todos faziam. Mas Mardoqueu, primo e pai de criação de Ester, a escolhida pelo rei para ocupar o lugar da rainha Vasti, era judeu e não se curvava e nem prostrava perante Hamã.
No dia em que foi convidado por Ester para que comparecesse a um banquete juntamente com o rei, Hamã ficou envaidecido com o que ele acreditava ser uma honra, pois não sabia que este jantar era para desmascará-lo, então foi apressadamente à sua casa compartilhar sua satisfação com a sua esposa e os seus amigos. No caminho, ele encontrou-se com Mardoqueu que não se curvou perante ele, deixando lhe enfurecido. Ao chegar em casa, Hamã reuniu sua esposa Zeres, e seus amigos e contou-lhes a riqueza de sua glória e como o rei o tinha engrandecido e o exaltado sobre os príncipes e seus servos. Contou-lhes também do convite feito pela rainha para que comparecesse a um banquete restrito a ele e o rei Assuero. Mas a Hamã, aquilo não era o suficiente, o comportamento de Mardoqueu o deixava irado. Porém tudo isto não me satisfaz, enquanto eu vir o judeu Mardoqueu assentado à porta do rei” (Ester 5:13). Zeres, sua esposa, o aconselhou a fazer uma forca e dizer ao rei que enforcasse Mardoqueu nela. Hamã se agradou do conselho e mandou fazer a forca. Nos capítulos seguintes vemos que Mardoqueu recebeu honra do rei por ter livrado a sua vida denunciando uma conspiração de dois de seus servos que planejavam destruí-lo. Isso ocorreu antes mesmo de Hamã pedir ao rei que o enforcasse. Nesse mesmo dia o próprio Hamã fora desmascarado diante do rei pela rainha Ester e fora enforcado na forca que ele mesmo mandou fazer para o seu inimigo.  

O estudo do post de hoje nos revela as consequências que uma alma ferida leva um homem. Hamã era o “cara” (caracterizando o numa linguagem informal) no reino do rei Assuero. O rei o havia exaltado, acima dele em todas as províncias estava somente o rei, mas, “alguém”, “uma pessoa” não reconheceu o seu poder, a sua autoridade. Analisando o status social de Mardoqueu, ele era um judeu que vivia às portas do rei, que não tinha um lugar de destaque na hierarquia da nobreza, até então não era de conhecimento público que ele e a rainha Ester eram parentes, pois o próprio pediu a Ester que não revelasse a sua identidade judia. A posição que Hamã havia sido colocado, todo o status e as riquezas não eram suficientes para deixa-lo seguro acerca de quem ele era. Enquanto todos se prostravam diante dele, ele sentia-se poderoso e uma autoridade, mas bastou um judeu não reconhecer esse seu poder, não curvando se perante ele, para ele se enfurecer.  

Pode ser que você esteja meditando “mas, Hamã era um homem mau, o que tem essa história a me edificar?”. Essa situação é comum nos dias de hoje e também no meio dos cristãos, a propósito, é com quem quero falar. Toda autoridade nos foi dada através do nome de Jesus. Ele fez nos filhos de Deus, herdeiro da Sua glória. O Senhor já mostrou o nosso lugar em Seu reino e o quão valiosos somos. Porém muitas vezes na Sua presença a pessoa sente o Seu amor e o Seu cuidado, saí “cheia” transbordante de Sua graça, mas de repente, alguém a insulta, faz com que se sinta pequena e inferior, isso a faz ficar com ira, mágoa e decepção.  Mas se o Rei dos Reis a reconheceu, qual necessidade de reconhecimento de homens? Por acaso a opinião deles é mais importante do que o que Senhor pensa a seu respeito? Por acaso algum beneficio ou reconhecimento que os homens podem lhe dar é maior ou melhor que o que Deus tem para vida dela? Porventura os homens lhe darão a segurança da salvação? Essa necessidade de reconhecimento é causada por feridas na alma, atitude de quem não está firmado no amor do Pai, de quem precisa ter sua identidade revelada em Cristo. 

Hamã foi aconselhar-se com sua esposa Zeres, e ela o instruiu a construir uma forca, ou seja, sua conselheira (e companheira) o conduziu ao abismo, à sua própria morte. Tem pessoas que podem ser legais, podem até conviver conosco, mas isso não significa que elas tenham os melhores conselhos a nos dar. Se Hamã tivesse buscado um conselheiro sábio, este o levaria a olhar para dentro de si mesmo e descobrir o porquê aquela atitude do judeu Mardoqueu o incomodava tanto, o porquê dessa necessidade de reconhecimento de todas as pessoas, e, porquê o reconhecimento do seu rei não lhe bastava.

Talvez você tenha feridas em sua alma, e não consegue se alegrar com tudo que o Senhor tem lhe entregue, e tem se aborrecido com o modo como as pessoas tem lhe tratado. Não guarde mágoa, nem rancor, não se ire. Busque ajuda. Antes de subir aos céus, Jesus falou do consolador que o Pai mandaria para cuidar de nós (João 14:26), e Ele mandou, é o Espírito Santo de Deus, Ele é a sabedoria, nosso conselheiro. Ele pode nos direcionar, nos ensinar, nos curar. Em todo caso, se você sentir em seu coração de buscar uma pessoa, pois vem encontrando dificuldades de entrar em comunhão com o Senhor, busque alguém sábio, pessoas que lhe tragam palavras que o leve ao rompimento de suas limitações, e não ao abismo, estimulando a vingança e condenação de terceiros. A palavra de Deus é muito clara acerca de quem é o nosso inimigo (Efésios 6:12). O que tem provocado sua ira, o que as pessoas que estão à sua volta tem feito que tenha despertado mágoa e irritação em você? Analise os motivos verdadeiros que vêm causando esses sentimentos em você, o que está por trás de toda essa frustração, pode ser que existam feridas que nunca foram tratadas, nem sequer notadas. Então, amadas, não permita mais que sua alma viva aprisionada a dores e feridas, busque no Senhor a cura. Ele quer vê-la restaurada e desfrutando das coisas do Seu Reino.

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

O inimigo, o opressor, é o mau Hamã




Foto: Internet


Hamã comemorava o convite de Ester para que se juntasse ao rei Assuero num banquete que ela havia preparado. Ele que havia sido exaltado pelo rei, que o colocou acima de todos os príncipes da Pérsia, envaideceu por ter sido o único convidado da rainha para este banquete. Dando uma recapitulada na história, Hamã, foi aquele que induziu o rei a assinar um decreto para aniquilar o povo judeu que ali vivia, motivado pela raiva que sentia por Mardoqueu, o primo de Ester que a criou após a morte de seu pai. 

Mardoqueu era judeu e não se curvava perante Hamã, isso causou-lhe muita fúria e  o levou a instigar o rei a decretar a morte dos judeus, alegando ser um povo de leis diferentes, que não cumpriam as leis do reino da Pérsia. Quando soube do decreto, Mardoqueu cobrou de Ester  uma intervenção. A rainha que no primeiro momento temeu, pois, por submissão, não podia ir até o rei sem que fosse chamada por ele, disse a Mardoqueu que jejuasse junto a todo o povo judeu por ela, para que ela fosse até o rei e apresentasse sua petição. Ester e suas servas jejuaram também. Passados os três dias, a rainha foi até o rei, que se agradou dela e concedeu sua entrada. O rei perguntou-lhe qual era a sua petição, e Ester antes de apresenta-la  convidou-lhe juntamente a Hamã para um banquete que ela havia preparado a ambos. Eis aí o motivo da alegria do ambicioso Hamã, porém, ele não sabia o que lhe aguardava.  

Quando estavam à mesa, o rei perguntou novamente a Ester qual era sua petição. Então respondeu a rainha Ester, e disse: Se, ó rei, achei graça aos teus olhos, e se bem parecer ao rei, dê-se-me a minha vida como minha petição, e o meu povo como meu desejo. Porque fomos vendidos, eu e o meu povo, para nos destruírem, matarem, e aniquilarem de vez; se ainda por servos e por servas nos vendessem, calar-me-ia; ainda que o opressor não poderia ter compensado a perda do rei” (Ester 7:3-4). O rei perguntou-lhe quem havia induzido a fazer assim. Ester respondeu: O homem, o opressor, e o inimigo, é este mau Hamã” (Ester 7:6). 

Mas o decreto não havia sido autorizado pelo rei? Ester poderia ter questionado o seu esposo por sua atitude. Mas ela foi sábia e buscou discernir o tempo e o modo certo para agir. Ela discerniu o seu inimigo e a forma de desmascará-lo, arrancando o mal pela raiz. O edito foi assinado pelo rei, se Ester não fosse sábia ela poderia ter queixado a atitude dele, poderia teria dado uns “pitis”, tão conhecidos entre nós mulheres, ou usado de sua sensualidade para mudar aquela situação, afinal, o rei agradava-se dela. Mas, ela entendeu que embora o decreto tivesse sido assinado pelo rei, não era ele o seu inimigo, ela não precisava desgastar o seu relacionamento com o seu esposo por uma atitude motivada por um terceiro. Ester também não chegou denegrindo a imagem do opressor, desacatando – o diante do rei. Ela preparou a cena, trouxe o inimigo à mesa, numa refeição, num momento de intimidade dela com o rei, e ali o apresentou como “o inimigo, o opressor, o mau” aquele que não somente queria destruir um povo inocente como destruí-la também, pois nesse momento, para a surpresa do próprio Hamã, Ester revelou a sua identidade judia. Hamã foi enforcado a mando do rei Assuero. 

Que opressão e ataque você vem sofrendo em seu relacionamento conjugal, em sua vida pessoal, em sua vida profissional e até mesmo ministerial?  A história de Ester está registrada no Velho Testamento, depois que Jesus veio a terra, Ele revelou acerca do reino espiritual e Sua Palavra nos revela que “a nossa luta não é contra a carne e o sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais” (Efésios 6:12). A nossa luta não é contra pessoas, mas sim, contra o inimigo que usa pessoas para nos afrontar e nos destruir. Devemos buscar no Senhor a sabedoria e o discernimento para não atacar pessoas que amamos e que nos amam, afastando as ainda mais de nós.

Devemos reconhecer os nossos inimigos e usar das estratégias do Alto para vencê-lo, servimos a um Deus que é o Senhor dos Exércitos, Ele sabe como derrotar o inimigo que nos aflige, busque-O e Ele irá lhe ensinar. Se você está passando por lutas e guerras, reserve um tempo com Deus, ore e jejue, peça a Ele direção e revelação acerca do seu inimigo, talvez você precisa de alguém para orar e jejuar com você, procure alguém de sua confiança. Assim como Ester, você receberá graça e favor do Senhor sobre a sua vida e será liberta de toda condenação e escravidão maligna. “Mas ele foi ferido por causa das nossas transgressões, e moído por causa das nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados” (Isaias 53:5). Jesus levou sobre si, a opressão, a maldição, Ele nos chamou à liberdade e não ao cativeiro, tome posse dessa autoridade que foi lhe dada através do nome de Jesus, e aniquile o inimigo, o opressor, o mau que quer destruir a sua casa, a sua família, a sua vida.