segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

O verdadeiro jejum






“Porventura não é este o jejum que escolhi, que soltes as ligaduras da impiedade, que desfaças as ataduras do jugo e que deixes livres os oprimidos, e despedaces todo o jugo?” (Isaías 58:6)


Dentre tantas mudanças que o Senhor fez na minha vida, quebrar o jugo da crítica foi uma das mais fundamentais para o meu crescimento. Nessa área eu fui literalmente quebrada e venho sendo moldada pelo Senhor. Eu era uma pessoa extremamente crítica, para todas as coisas eu tinha que dar a minha opinião ou melhor “meter o bedelho”, com sua licença para o uso da expressão popular. Eu acho linda a forma como Deus trabalha em nossas vidas, de fato o Espírito Santo de Deus é mesmo um “gentleman” pois não entra onde não é convidado. Num certo momento da minha vida comecei a reparar-me em meio a pessoas que olhavam as outras dos pés a cabeça antes mesmo de olhar em seus rostos, me vi em rodas de conversas regadas a risadas maldosas sobre o comportamento de outras pessoas. De repente aquilo tudo começou a incomodar-me de uma forma que nunca havia me incomodado anteriormente. Nesse período eu pude assistir um vídeo de uma ministração cujo tema era “o verdadeiro jejum”, e ali o Senhor confrontou poderosamente o meu coração, levando-me a fazer um propósito caso eu quisesse que Ele trabalhasse aquilo em minha vida.

Raramente uso anéis, então resolvi colocar um anel em meu dedo no tempo estabelecido pelo Senhor para sempre que eu fosse tecer alguma crítica à alguém, mesmo sendo em pensamento, eu olhasse para minha mão e analisasse a fundamentação daquilo que eu pensava e qual era a minha intenção. O problema das nossas ações não são as ações por si mesmas, mas as intenções por trás delas. Deus sonda os nossos corações, ou seja, Ele observa as intenções por trás de cada uma de nossas atitudes, e conduziu-me a sondar meu coração também antes de falar e pensar pelos “cotovelos”. Essa experiência me trouxe muita reflexão sobre minha forma de olhar as pessoas, e percebi o quanto julgava baseando em “pré-conceito” adquirido apenas a partir da minha ótica.

Nenhum fruto nasce senão de uma árvore e nem uma árvore cresce se não tiver criado antes raízes. A crítica excessiva é um fruto, a sua árvore pode ser do "orgulho", da “amargura”, da “rejeição”, da “rebelião” e até mesmo da “autocondenação”, quando a pessoa condena uma atitude sua ou uma situação em que vive e como forma de autonegação busca no outro o mesmo defeito que há em si na tentativa de aliviar o que sente. Pessoas que sofrem com o seu peso acabam atacando quem tem o mesmo peso que ela, há casos de mulheres que sofrem com a infidelidade do marido e refugia-se do seu problema comentando a infidelidade ou comportamento do marido de uma outra. Todo mau comportamento, fruto de uma dessas raízes, requer muita dedicação para ser transformado. Podar os frutos não impede que eles não nasçam de novo é necessário trabalhar na raiz. Na parábola da figueira que não dava fruto contada por Jesus a seus discípulos (Lucas 13:6), o seu dono pediu ao servo que a cortasse, pois, ela era inútil, mas o servo pediu lhe um tempo pois iria “escavar e colocar esterque” em sua raiz, ou seja o problema poderia estar em sua raiz. O mesmo pode ser feito com árvores que não vem dando bons frutos.  O Espírito Santo pode nos mentoriar no papel de escavador retirando a terra que não é fértil e adubando as nossas raízes com a palavra de Deus. E cabe a nós sugá-la para que saiam de nossos ramos novos e bons frutos.  
    
No versículo de Isaías 58:6-12 que inicia esse post Deus diz "Este é o jejum que eu escolhi," e então o recomenda para nós. Nesse jejum Ele não se refere apenas a abster-se de comida, mas de jejuar dos maus sentimentos que habitam dentro de nós, e num tempo determinado, que é no período de toda a nossa vida, com o intuito de soltarmos as correntes da injustiça - quanta injustiça fazemos com nossos julgamentos - desatarmos as cordas do jugo - condenamos as pessoas baseado no nosso ponto de vista - quebramos todos os jugos - assim então poderemos ser de fato usados por Deus para abençoar a vida dessas pessoas, seja com um sorriso, um abraço ou um “Deus Te Ama”, afinal ninguém sabe qual o problema que o outro está passando. Assim como qualquer outro jejum, este não faz diferença para Deus, pois, Ele continua sendo Deus, independente do que nós façamos, mas faz diferença em nossa vida, pois somos libertos, afinal os escravos da crítica não são as suas vítimas, mas, sim os seus críticos. 

Talvez você chegue até aqui e diga “E a liberdade de expressão?”. Calma, ninguém disse para que você deixe de ter suas opiniões a respeito das pessoas, mas, antes de emiti-las e mesmo dar a elas um espaço em sua mente, questione: com que intenção eu faço essa crítica, ela é construtiva ou destrutiva? E então avaliamos se nós gostaríamos de ouvir aquilo, afinal, o que não queremos a nós não devemos fazer com o outro. A palavra de Deus diz em Mateus 7:3 E por que reparas tu no argueiro que está no olho do teu irmão, e não vês a trave que está no teu olho?” o versículo não fala apenas sobre vermos os defeitos dos outros e ignoramos os nossos, mas é um convite para retirar a trave do sofisma, do orgulho, da vaidade para poder enxergar o outro da forma como ele realmente é. Você já viu alguém pela fresta de uma porta? Não é possível ver a pessoa toda, não é mesmo? Assim também funciona quando tem traves em nossos olhos.  



Se você não se identificou com este texto, pois abomina tal comportamento receba os meus parabéns, isso é o verdadeiro significado da liberdade que não aprisiona os seus pensamentos a coisas que não edificam. Mas se você é excessivamente crítico e acha que isso não afeta sua vida pergunte ao Senhor qual a opinião dEle a respeito desse seu comportamento. Muitos cristãos alegam que a expressão “menos de mim, mais de Ti” é não falar de si e somente de Deus, o que não deixa de ser verdade, mas é também esvaziar de si, retirar todo o entulho do nosso coração substituindo pelos sentimentos que o Senhor quer que tenhamos afinal a boca fala do que está cheio o coração, se nosso coração estiver cheio dos sentimentos e os frutos do Espírito Santo nossas palavras e atitudes irão condizer.  É comum levarmos ao Senhor as nossas petições. Mas Deus quer nos dar bênçãos que realmente façam diferenças em nossas vidas. Talvez aquilo que você pediu ao Senhor já lhe foi entregue, mas você tem que tirar a trave do seu olho para poder enxergar.  

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

A Boa, Agradável e Perfeita vontade do Senhor






Uma das maiores dificuldades de adaptação quando me mudei pra Palmas foi ter que abrir mão do hábito de comer pão no final da tarde. Na cidade onde morava, corria até a panificadora todos os dias (bem pertinho de casa) para comprar o pão quentinho do fim de tarde. Infelizmente aqui em Palmas devido à distância e a minha rotina eu não consigo fazer isso. Certo dia ao final do expediente de trabalho, quando estava à porta do prédio onde moro senti o desejo de comer pão, como naquela noite não tinha nenhum outro compromisso fui caminhando até o supermercado do shopping para compra-lo, não é tão perto, mas nem tão longe. É um percurso bom para ir meditando sobre a vida, e como sempre ando com o meu fone de ouvido fui louvando ao Senhor. 

Ao chegar ao supermercado avistei uma fila junto ao compartimento onde se coloca o pão, ao chegar mais próximo vi que restaram ali algumas unidades de pão que provavelmente havia sido colocado horas antes. Perguntei a primeira moça da fila se iria demorar para sair pão quentinho, ela me disse que sairia em 10 minutos. Eu estava cansada e gostaria muito de retornar a minha casa logo, então olhei para o pão que estava naquele compartimento analisando a possibilidade de levá-lo, afinal não era pão velho, só não estava quentinho. Foi nesse instante que veio um homem e fez a mesma pergunta que eu à moça e demonstrando ira em seu rosto devido o tempo que deveria esperar, virou as costas e saiu. Essa sua atitude me fez ficar e esperar pelo novo pão, pois pensei que quando aquele homem chegasse à saída do supermercado o pão já fosse liberado e ele então perderia sua viagem. Imagine só o quanto eu havia andado para comprar pão e por conta de uns minutinhos eu não o levaria quentinho. E foi o que houve cinco minutos depois o pão fora colocado ali. 

Ainda naquela fila lembrei-me do versículo da bíblia que diz: E não sede conformados com este mundo, mas sede transformados pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus” (Romanos 12:2). Às vezes fazemos nossas petições a Deus e Ele nos leva ao lugar de receber a benção, mas a nossa ansiedade não nos permite esperar, muitas pessoas aguardam com dúvida no coração se valerá de fato a pena aquela espera e outras por saber que levará algum tempo simplesmente vira as costas recusando aquilo que Deus preparou para sua vida. O versículo mencionado no livro de Romanos fala da vontade de Deus à nossa vida. Sua vontade é boa, perfeita e agradável. Isso me leva ao primeiro capítulo do primeiro livro da bíblia: Gênesis 1, onde é relatado como Deus criou o mundo, repare no que fez Deus ao final de cada dia. “E a terra produziu erva, erva dando semente conforme a sua espécie, e a árvore frutífera, cuja semente está nela conforme a sua espécie; e viu Deus que era bom”. (Gênesis 1:12); “E fez Deus os dois grandes luminares: o luminar maior para governar o dia, e o luminar menor para governar a noite; e fez as estrelas. E Deus os pôs na expansão dos céus para iluminar a terra, E para governar o dia e a noite, e para fazer separação entre a luz e as trevas; e viu Deus que era bom”. (Gênesis 1:16-18); E Deus criou as grandes baleias, e todo o réptil de alma vivente que as águas abundantemente produziram conforme as suas espécies; e toda a ave de asas conforme a sua espécie; e viu Deus que era bom. (Gênesis 1:21); “E fez Deus as feras da terra conforme a sua espécie, e o gado conforme a sua espécie, e todo o réptil da terra conforme a sua espécie; e viu Deus que era bom”. (Gênesis 1:25);”E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou”. (Gênesis 1:27);”E viu Deus tudo quanto tinha feito, e eis que era muito bom; e foi a tarde e a manhã, o dia sexto”. (Gênesis 1:31).

Reparem que a cada dia Deus considerou “bom” a criação do respectivo dia, mas foi somente no dia sexto quando tudo fora criado, céu, terra, mares, animais, árvores, homem e mulher que Ele disse “muito bom”! Deus não se referia apenas a criação do sexto dia, Ele olhou toda a obra e disse que havia ficado “muito” bom, Ele reconheceu cada feito de cada dia para depois descansar com aquilo que havia criado, Ele não parou antes de concluí-la mas teve sempre a convicção de que o que estava fazendo era bom. Uma grande obra está sendo feita por Deus em sua vida, a cada crescimento, a cada passo seu, a cada conquista Ele está falando: “está bom”! Ainda faltam algumas áreas a serem moldadas, recriadas (arrancar o velho para fazer o novo) para então Ele dizer “está muito bom”. O problema do cristão é querer ser nova criatura é continuar a ver as coisas com olhos humanos, é querer viver os planos de Deus em sua vida, mas, não transforma o seu entendimento, quer colher os frutos espirituais, mas, adubando sua árvore com “estrume” (adubo de animal) e não com a fé. Com isso pode até experimentar a boa vontade de Deus, sim a vontade permissiva, mas não experimentará a Sua vontade soberana, que não é apenas boa, mas é agradável e perfeita. 

Já viu uma criança mudar sua idade de cinco a quinze ou vinte anos do dia para noite? Lógico que não, pois isso não acontece, e que estranho seria se acontecesse! “Tudo fez Deus formoso em seu tempo” (Eclesiastes 3:11). Enquanto aguarda o cumprimento da promessa de Deus em sua vida vá buscar conhece-Lo mais, obedecê-Lo e andar segundo a Tua palavra, pois é ela quem traz o crescimento. Deus não é Deus de obras inacabadas, Ele sempre conclui o que Ele começa, mas você pode colaborar entregando-se sem reservas a Ele. “Aquele que em vós começou a boa obra a aperfeiçoará até ao dia de Jesus Cristo” (Filipenses 1:6). 

E quanto a história mencionada no início deste post, sim, valeu a pena o percurso que fiz e também esperar os minutinhos, pois, o pão estava uma delícia! A vontade era tamanha que comi pelo caminho antes mesmo de chegar em casa (sem comentários!). Deus tem delícias para lhe dar ainda no percurso de seu caminho (nesta vida) antes de sua chegada em Sua casa (no céu). Não se amolde ao padrão deste mundo do “express” do “fast food”, isso pode funcionar com o alimento físico mas não com o alimento espiritual. Jesus é o caminho, Ele é o pão da vida “Quem de mim se alimenta, também viverá por mim” (João 6:57).

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

A obediência é uma escolha






Certo período meditava sobre obediência, pedia ao Senhor que me fizesse obediente a Ele, para que eu permanecesse no Seu caminho, honrando O sempre. O Espírito Santo fala muito comigo quando estou desenvolvendo minha função de mãe. Aceitar a paternidade de Deus em minha vida não foi muito fácil. A referência que temos do nosso pai terreno revela muito sobre o nosso relacionamento com Deus. Como essa referência para mim era de ausência e de abandono fora um longo processo para rompermos com as resistências. Então o Senhor me mostra e fala muito ao meu coração sobre a Sua paternidade quando desenvolvo a minha maternidade, como já fora mencionado em outros posts. Como é comum em todo processo de educação dos filhos, eu cobrava do meu filho a obediência, eu não queria ser aquela mãe a qual ele tivesse medo, eu queria que ele me obedecesse por respeito. Em nossas conversas sobre obediência tive a oportunidade de citar os homens e mulheres da bíblia que desobedeceram e as consequências geradas por suas desobediências. Embora seja ainda pequeno o meu filho já demonstra o temor ao Senhor, e depois desta nossa conversa muita coisa mudou em nossa casa (Aleluia!). Porém certo período ele estava tendo atitudes contrárias e então veio se justificar “Viu mãe, eu quero ser obediente, mas eu não consigo!” como aquele seu discurso fora proferido diversas vezes, na última vez que ouvi não me contive e respondi-lhe: “Lucas, a obediência é uma escolha!”. Isso aconteceu no período em que orava ao Senhor para que crescesse em obediência e fidelidade a Ele, e após falar isso ao meu filho o Espírito Santo falou em meu coração: “Obediência é uma escolha”. Lembro-me de ter virado as costas a meu filho, pois me senti constrangida em continuar com aquela correção, mas fiquei pensativa meditando naquele sermão que na verdade era mais para mim do que para ele.   

Impossível falar de obediência sem mencionar o nome de Jesus, Ele é a referência da obediência que Deus quer que tenhamos. Quando Jesus chegou ao Rio Jordão para ser batizado por João Batista, João mostrou-se oposição, pois não se considerava digno nem de desatar as sandálias do Messias quem dirá batizá-lo. Porém Jesus o respondeu: “Deixa por agora, porque assim nos convém cumprir toda a justiça. E assim ele permitiu. E, sendo Jesus batizado, saiu logo da água, e eis que se lhe abriram os céus, e viu o Espírito de Deus descendo como pomba e vindo sobre ele. E eis que uma voz dos céus dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo” (Mateus 3:15-17). 

Comprazo quer dizer “agradar alguém, fazer a vontade”, ou seja, Deus se agradava de Jesus e fazia a vontade Dele. Uau! Quão santo e obediente Jesus é pois, o Pai sempre faz sempre as suas vontades. Mas o que chama atenção é que João que veio para anunciar a vinda do Messias para que as pessoas se arrependessem de seus pecados, quando viu Jesus não achou na condição de batizar o filho do criador.  Jesus que poderia até mesmo se vangloriar com a condição de ser o filho do Deus Todo Poderoso respondeu-lhe “porque assim nos convém cumprir”. Essa atitude mostrou a submissão de Jesus ao Pai, a autoridade que o seu próprio Pai havia dado ao profeta (batismo) e a obediência à Palavra dEle. Depois de ser batizado, Jesus passou quarenta dias no deserto sem comer nada. No deserto fora tentado por Satanás que aproveitou a Sua fraqueza (em nossas fraquezas quando passamos pelo deserto recebemos grandes tentações) para que Ele caísse na desobediência. Lembra-se de Eva e Adão, Satanás usou de uma palavra contrária à palavra proferida por Deus e disse lhes que eles não morreriam se comessem do fruto proibido, mas que estes ficariam como o próprio Deus, conhecedores do bem e do mal. Já com Jesus, Satanás fez uso da Palavra de Deus para tentá-lo (Sim, ele conhece a palavra e crê em Deus. Ah, e nem sempre usa dos mesmos truques. Vigiai!). Mas foi com a Palavra que o próprio Jesus também respondeu lhe, pois ele sabia qual era o propósito da Sua vinda a terra, e em obediência  Ele teria que permanecer firme e então expulsou o inimigo dali. A bíblia diz que completado os quarenta dias, Deus enviou seus anjos para servir Jesus (o Pai O agradou). 

Mas a vinda de Jesus a terra custou-lhe uma morte de uma forma cruel.  Jesus foi humilhado, cuspido e crucificado. Que condenação terrível para um filho tão obediente e fiel? Mas na pergunta temos a resposta: Ele era “obediente e fiel”. Tudo estava escrito e devia ser cumprido. Na noite antes de ser morto Jesus foi ao Monte das Oliveiras com seus discípulos, sabendo acerca de tudo o que iria acontecer Ele procurou um lugar solitário para orar. “E apartou-se deles cerca de um tiro de pedra; e, pondo-se de joelhos, orava dizendo: Pai, se queres, passa de mim este cálice; todavia não se faça a minha vontade, mas a tua” (Lucas 22:41-42). E demonstrando agonia Jesus orava com mais intensidade. “E o seu suor tornou-se como grandes gotas de sangue” (Lucas 22:44) Mas a Palavra diz também que apareceu um anjo que o fortalecia (Lucas 22:43) (não importa a circunstância Deus sempre nos fortalece, devemos permanecer firmes no caminho da obediência). 


A obediência não deve vir apenas por respeito, e sim por amor. Jesus obedeceu por amor ao Pai, aos propósitos do Pai que era de redimirmos das garras do mal. A nossa obediência a Deus deve vir acima de tudo por amor a Ele e não por medo das consequências como o “medo” de ir parar no inferno. É muito bom quando os nossos filhos nos obedecem porque querem, porque nos amam, sem que haja necessidade de correção, essa atitude muito alegra o coração de um pai e de uma mãe, não é mesmo? Eu imagino Deus ao ver cumprindo a profecia na terra com a morte e ressurreição de Seu filho Jesus, Ele se alegrou vendo Seu filho cumprindo com Seu propósito, tanto que o aguardou para que se sentasse no trono à Sua direita no céu. Quando veio ao mundo Jesus era o filho unigênito do Pai, depois de Sua ressurreição Ele tornou-se o primogênito, o primeiro dos muitos que nasceram (conversão) após a remissão dos pecados dos homens com a morte na cruz, e de tantos outros que continuam a nascer até o Seu retorno a este mundo. Por meio de Jesus nos tornamos filhos de Deus. Então da mesma forma como Ele olhava para Jesus aqui na terra, Ele olha para nós também. Que nossas atitudes possam gerar um brado no céu do nosso amoroso e bondoso Pai dizendo: “Este é o meu filho (a) a quem eu me comprazo”.  Não atribua as consequências de sua desobediência à ira de Deus. Ele nos deu livre arbítrio para escolhermos qual o caminho andar: da obediência (bênção) ou da desobediência (maldição), não existe um meio termo, é apenas uma questão de escolha, como diz o meu apóstolo Sérgio Paulo Guimarães, “ou é ou deixa de é”. Simples assim!  

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Gratidão - A chave que abre o coração de Deus




"Não andem ansiosos por coisa alguma, mas em tudo, pela oração e súplicas, e com ações de graças, apresentem seus pedidos a Deus. E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará o coração e a mente de vocês em Cristo Jesus.” Filipenses 4:6-7

Já entramos na contagem regressiva para o próximo ano. Muitas pessoas ao escrever datas já nem mencionam mais o ano de 2014, pois já estão com o pensamento em 2015. Nessa época as listas com projetos e metas a serem alcançadas no ano que virá são muito comuns, muitos começam o planejamento para viver um ano com mais tranquilidade e com mais conquistas. E assim enchemos os nossos corações de esperança e se o ano que se encerra foi considerado trágico então, aí é que aumentam as expectativas para o ano seguinte. O post de hoje quer falar com você que está com caneta e papel na mão para fazer sua lista de 2015. Antes de apresentar seus pedidos a Deus vamos falar de uma coisa que muito agrada ao Senhor: a gratidão.   

A gratidão muda o cenário de nossas vidas. Sem gratidão buscamos as realizações com um coração vazio, pois se não sabemos ser grato ao que temos como sentiremos motivados a alcançar novidades em nossas vidas. Se formos ingratos reclamando do que nos falta e do quão pouco temos, não teremos alegria e viveremos frustrados. A frustração tapa os olhos e impede-nos de contemplar as bênçãos de Deus em nossas vidas. E então não podemos tomar posse daquilo que não reconhecemos. A gratidão é a chave que abre o coração de Deus, um coração onde habita a ingratidão entristece o coração do Senhor e bloqueia as bênçãos em nossa vida, afinal, porque Deus daria mais uma benção em sua vida só para você ter mais um motivo para murmurar? “Em tudo daí graças porque esta é a vontade de Deus” (I Tessalonicenses 5:18). Deus ama ver em Seus filhos atitudes de gratidão.    

O meu apostolo Sérgio Paulo Guimarães em suas ministrações sobre gratidão conta uma história de uma de suas viagens a Israel. Sempre que ele viaja à terra de Jesus ele traz lembrancinhas para presentear alguns irmãos que não puderam ir. Quando ele entrega um chaveirinho como presente da viagem, algumas pessoas recebem e mostram-se insatisfeitas pela simplicidade do presente, chegam a  esboçar um sorriso “meia boca”, e um muito obrigado muito “chocho”, como dizem em minha terra. Já outras, antes mesmo de saber qual é o presente já agradecem pelo simples fato de ter sido lembradas, e vendo então que se trata de um chaveiro já começa a glorificar a Deus profetizando a casa própria ou um carro novo. Qual desses dois perfis de pessoas o apóstolo lembrará em sua próxima viagem? Como ele mesmo diz: “Quem celebra tem direito a retorno”. O nome disso é gratidão. Quando Deus vê que apreciamos verdadeiramente e somos gratos pelas grandes e pequenas coisas, Ele se inclina a nos abençoar ainda mais.     

Temos mais facilidade em pedir do que em agradecer. As orações de petições superam as de ações de graças, a dedicação com jejuns com a finalidade de se obter uma bênção é mais comum do que a dedicação com jejuns de gratidão. No livro de Filipenses 4:6 está escrito “Não estejais inquietos por coisa alguma, antes as vossas petições sejam em tudo conhecidas diante de Deus pela oração e súplica com ação de graças”. Inicie suas orações agradecendo, são tantos os motivos para agradecer, o fôlego de vida, a saúde, a misericórdia de Deus que não nos deixa ser consumidos, a Sua maravilhosa graça que nos permite ter aquilo do qual não somos merecedores, o Seu amor, e a própria salvação. Independente do que formos pedir as ações de graças devem sempre vir primeiro.

Convido lhe a um desafio no último dia do ano, antes de celebrar o ano que virá agradeça ao Senhor pelo ano que passou. Liste 12 motivos de agradecimento por coisas que lhe aconteceu neste ano de 2014 (se quiser pode colocar mais, só não pode ser um número inferior a este). Se você tiver dificuldades em demonstrar gratidão terá dificuldades em fazer esta lista, mas não se preocupe peça ao Senhor que lhe faça enxergar o que houve de melhor este ano em sua vida, liste tudo, até mesmo as provações, coisas que lhe trouxeram crescimento, amadurecimento e por fim as conquistas ou bens adquiridos. E comprometa-se a passar o último dia do ano sem pronunciar uma palavra de murmuração em todas as situações seja ela qual for. Diga sempre palavras de gratidão e não de reclamação. Parece ser um exercício simples, porém muito desafiador, pois dependendo da sua conduta, ele lhe causará desconforto nos primeiros momentos, mas não desista, só há mudança quando há confrontos internos. Se você estender este exercício por mais uma semana verá um resultado surpreendente. Você se tornará extravagantemente grato e verá sua intimidade com o Senhor aumentar enquanto Ele derramará bênçãos maiores em sua vida. Seu senso de realização pessoal está relacionado à sua motivação pelas conquistas que já teve em sua vida. Se você não honrar e agradecer ao Senhor pelo que tem não multiplicará e não frutificará, pois essas são as recompensas de quem tem um coração grato. Não importa se foram grandes ou pequenas as conquistas deste ano, finalize-o agradecendo, e somente depois apresente ao Senhor suas petições e celebre o ano que virá e então poderá ouvir do Senhor: “Muito bem, servo bom e fiel! Você foi fiel no pouco, eu o porei sobre o muito. Venha e participe da alegria do Seu Senhor!” (Mateus 25:21) Alegria, realização e prosperidade estão diretamente relacionadas a gratidão, e são essas as bênçãos que o Senhor tem guardado para você neste ano que se iniciará.  

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Do sopro à vida - A celebração do amor



Conta-se a história de um homem que seguia a pé por uma estrada de terra e acidentalmente pisou em um formigueiro, as formigas que ali estavam saíram em polvorosa, pois, ficaram sem seu abrigo. O homem mostrando-se muito aborrecido com sua falta de cuidado abaixou-se e começou a amontoar a terra na tentativa de refazer a casa das formigas. Sem sucesso em seu ato ele orou ao Senhor e pediu instruções de como refazer aquele formigueiro. E então o Senhor respondeu - lhe: - Só tem um jeito de você refazer este formigueiro, se você se tornar uma formiga.  E foi aí que o homem teve um entendimento do que foi a vinda do Messias à terra. Mas com uma ressalva: Jesus não veio para compreender a natureza humana, mas sim para mostrar aos humanos a natureza divina.

Os planos de Deus para o homem sempre foi perfeito. Antes de Deus criar a terra ela era sem forma e vazia (Gênesis 1). Então Deus disse: - Haja Luz. E houve luz. E viu Deus que era boa a luz; e fez Deus a separação entre a luz e as trevas. E foi assim, por meio de Sua palavra que Deus criou todas as coisas existentes no mundo: céu, terra, mar, árvores, frutos e animais. E ao homem o Senhor criou à sua imagem e semelhança formando – o do pó da terra e com um sopro de amor o fez ser vivente, dando lhe todo o domínio das coisas desta terra. Porém o homem pecou e afastou-se de Deus. O homem que se afastou de Deus e não o contrário. Durante toda a história do velho testamento vemos Deus usar pessoas para restaurar o Seu relacionamento com o Seu povo. Para que este não saísse da Sua presença foram instituídas leis a serem seguidas. Mas ainda assim, o coração do homem manteve fechado às coisas de Deus, faltava amor e respeito ao próximo.

Então Deus viu que o Seu sopro embora tivesse trazido vida ao homem não revelou o Seu amor à Sua criação. E então Deus viu uma necessidade de falar ao homem numa linguagem que este compreendia, num corpo que este conhecia. E assim veio Jesus, o Messias, cem por cento homem, cem por cento santo, para mostrar que é possível difundir corpo e espírito de forma que Deus seja exaltado na terra. Deus não poupou Seu filho colocando O na melhor casa ou em uma família que tivesse melhor condição financeira, muito pelo contrário, foi uma família humilde quem acolheu o Filho do Homem, foi no ventre de uma mulher simples, porém temente a Deus que Ele fora formado. As portas das maternidades não foram abertas para aquela mulher dar a luz, tão pouco os grandes hotéis para abrigá-los. Maria deu à luz a Jesus ali num estábulo junto aos animais, os mesmos que o Senhor fez no inicio da criação. Isso não diminuiu a vinda de Jesus em nenhum momento, pois fora recebido com toda honraria que um filho do Deus Altíssimo poderia ter, com ouro (pois era rei), incenso (pois era sacerdote) e mirra (pois também era um profeta) e ali mesmo numa manjedoura fora adorado.     

Nos três anos de seu ministério na terra, Jesus não cuidou em condenar a conduta das pessoas. Por onde andava Ele ministrava o amor, pois a vinda Dele à terra foi para revelar o coração de Seu Pai aos que desejassem tornarem-se filhos de Deus e lançar por terra a mentira de Satanás lá do jardim do Éden de que Deus não nos queria mais próximo Dele, pois, conhecíamos o pecado. Jesus veio para ser ponte, aliás, uma ponte liga uma extremidade de terra a outra. Jesus foi morto em uma cruz. E esta cruz ligou a terra ao céu, e este ato de amor tirou-nos da lei e colocou-nos debaixo da graça, que é justamente “uma concessão de bondade que ninguém não tinha direito, uma absolvição, uma indulgência”.

Quando dava a seus discípulos as últimas instruções antes de sua morte, Jesus deu lhes também um novo mandamento. “Um novo mandamento vos dou: Que vos ameis uns aos outros; como eu vos amei a vós, que também vós uns aos outros vos ameis” (João 13:34) Ao dizer isto Jesus confirmou os planos de Deus ao nosso coração, além de vir para remir os nossos pecados, Ele veio para ensinar como amar ao próximo. Talvez você possa pensar: “Era fácil pra Jesus amar ao próximo, Ele era Deus”, lembramos, Ele veio em carne, logo era humano, teve as mesmas tentações que todos nós temos e venceu. Não tem nada que justifique o amor de Jesus, a não ser o ato de amar. Às vezes quando vimos alguém fazer obra de caridade pensamos “É fácil para essa pessoa solidarizar-se com o próximo, ela tem condições financeiras para isso”, mas daí lembramos de Jesus que veio numa família humilde, desprovido de bens e que compartilhou com uma multidão cinco pães e dois peixes (Mateus 14:14-21) movido pela compaixão de não deixar aquelas pessoas retornarem aos seus lares sem alimentar-se. Todo ato executado por Jesus quando andou pela terra foi movido pelo amor, e assim mostrou que é possível amar uns aos outros. Amor não é somente um sentimento, é também uma ação, ou seja deve ser colocado em prática, assim como eu escolho correr, ou andar, eu tenho que escolher amar e assim cumprir o mandamento deixado por Jesus.

Nessa época do ano o amor fica muito em evidência. Há confrontos quanto ao nascimento de Jesus, a bíblia não diz que Ele nasceu em 25 de dezembro, mas as pessoas escolheram essa data para comemorar, assim, o coração das pessoas mostra-se mais cheio de amor uns aos outros, isso alegra o Senhor, pois assim Ele quer que nós sejamos amáveis uns aos outros. Mas vamos comemorar essa data exaltando um Jesus ressurreto que nasceu há mais de dois mil anos, morreu na cruz e que agora vive no trono à direita de Deus Pai e que irá voltar para ver de  que forma colocamos em prática o mandamento que Ele nos deixou.

Imagina quão estranho seria se fossemos a uma festa de aniversário de um adulto e o encontrássemos criança. Nós ficaríamos assustados não é mesmo. Comemorar aniversário é celebrar a vida. Então deixemos de lado a imagem do menino Jesus, pois Ele cresceu, exalte O na condição em que Ele vive hoje, de Rei, de Santo, de Redentor! Em festas comuns comemoramos mais um ano de vida de uma pessoa, mas festejar a vida com Jesus é diferente, é menos um ano para encontrarmos com Ele e celebrarmos juntos numa grande festa no céu.  

Que neste Natal possamos celebrar a festa do amor, que antes de convidarmos amigos e familiares aos nossos lares convidemos primeiramente Jesus. Lembre-se das bodas em Caná, onde Jesus transformou água em vinho. Se Jesus não tivesse sido convidado Ele não estaria presente naquela festa e os noivos seriam envergonhados, pois, antes mesmo do fim da festa a bebida havia acabado.  Mas Jesus que ali estava fez o seu primeiro milagre, transformando água em vinho, e então os noivos serviram o melhor vinho no final da festa aos convidados. O vinho representa a alegria e isto não pode faltar em sua casa neste final de ano. Com Jesus na festa a alegria jamais acabará. Que possamos encher-nos com o vinho do Senhor, vinho da alegria, do amor e da Sua presença afinal é Dele a festa. Feliz Natal com Jesus!